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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Malandragem

Não, eu não estou falando daquela música da Cássia Eller. Muitos menos do Sérginho Malandro. O malandro é aquele cara que usa de artimanhas para ter vantagem. Você conhece um. Todo mundo conhece. Ele costuma ser bem sutil. Entra de fininho na sua frente quando abre a porta do trem. Não devolve o troco quando vem a mais, mas também reclama quando vem menos. Deixa a mulher ir na frente só pra olhar a bunda dela, mas jura que é por puro cavalheirismo. Malandro não é o pato que nasceu com os dedos colados pra não usar aliança, malandro é o cara que deixa a caneta cair na sala de aula quando você está passando, só pra você abaixar e olhar sua bunda. Malandros adoram um pretexto para ver sua bunda. Malandro vai no banheiro do trabalho de cinco em cinco minutos só pra vagabundear. Malandro ainda mora com a mãe mesmo depois dos 35, porque "não achou nenhum trabalho a altura dele" . O malandro reclama para mãe que a comida está sem sal. Malandro é o cara que diz pra amante que vai largar a esposa, e diz pra esposa que vai largar a amante. E assim mantém as duas. Malandro é o cara que sempre reclama do sucesso do outro por puro medo de tentar algo e fracassar. Malandro diz que o sucesso do outro foi sorte, mas o dele foi por árduo trabalho. Malandro não lê o livro, lê o resumo. Afinal, malandro é malandro e mané é mané. Glu glu, ié ié.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lembranças

Você ainda compra queijo e vinho naquela loja meio chique, meio careta perto da sua casa? Que aliás, sempre achei muito apertada e brega. Você agora não sabe meu telefone, não lembra do meu longo sobrenome. Ou mesmo de quantas vezes eu mandei mensagem em um único dia dizendo que estava com saudades. Assim como também não comenta sobre a chuva caindo de um lado só da cidade, que estava lindo e que você queria que eu estivesse lá para ver. Não me traz mais lembranças das suas viagens. Nem doce de leite de Minas, que eu tanto adoro. Você agora ao acordar, não me manda uma mensagem dizendo que está atrasado pro trabalho. Agora você não me pede ajuda para comprar camisas sociais, ou lençóis para sua casa nova. Aliás, eu adorava aquela sua camisa azul social, que você usava quando se declarou para mim. Você agora não elogia meu gosto musical ou literário. E quer saber? Eu bem que prefiro assim. Você nunca prestou pra mim.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Amor, me xinga

Helena tinha fetiches. Vários deles. E Cláudio tinha tesão. Um casal bem normal que poderia protagonizar qualquer novela das sete. Na cama a moça fazia vários pedidos...

- Amor, me xinga.
- É o quê?
- Me xinga.
- Eu não vou fazer isso.
- Faz! Por favor!
- Tá bom... Deixa eu pensar... Err... Sua gorda.
- Ai. Isso. Continua...
- Imbecil, sem noção, minha mãe te odeia!
- Ai, eu te amo.

P.s: para casais que sentem tesão com xingamento. Bem que poderia ser assim, né? Poderia?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Terça-feira silenciosa

Encontrar um amor. Nos planos da maioria das pessoas, mas nunca sob o controle delas. Nunca sabemos quando estaremos na hora certa, no lugar certo. E isso é crucial... E okay, eu sei que são 23h de uma terça cheia. Cheia de trabalho, cheia de calor e até com direito a briguinha besta entre nós. Mas não importa. Mesmo com essas coisas, eu deito minha cabeça no travesseiro e encontro minha paz nas minhas lembranças do teu olhar.