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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sobre como existem cacofonias com tetas

Eu sei que é meio esquisito falar teta. A gente se acostuma a falar seio e peito; teta é aquela da avó, né? Caída e murcha. Mas enfim, há um tempo tenho reparado que as tetas estão mais presentes nos diálogos do que pensamos. Quando um amigo desabafa:

- Ci, eu nunca disse que quis te-tudo (ter tudo) nessa vida, não. Mas pensam mal de mim e....

Minha mente fica: (te-tudo),(te-tu-do),(tetudo),(tetudo)... Quase um mantra de tetas. E eu sempre imagino tetas bem gordas, dessas que aparecem em documentário sobre obesidade em um grande espiral de imaginação.

Chego em uma vendinha perto do trabalho e pergunto:

- Vocês têm Coca?
- Então, moça, te-tinha (ter, tinha), mas não tem mais.

Minha mente fica: (te-tinha),(te-ti-nha),(tetinha),(tetinha)... Continuo imaginando tetas gordas, mesmo sendo no diminutivo. Aqui é como se a pessoa tivesse carinho e grande estima pela teta, por isso a chama de tetinha.

Nada contra tetas gordas, magras, assimétricas, peludas, peladas, e afins. Mas precisava compartilhar isso.



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