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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A carta que eu nunca mandarei (memórias de um coração dilacerado)

Confesso que primeiro senti um aperto no coração que julguei nunca mais poder tirar. A dor foi física. Foi como se estivessem me dilacerando. De verdade. Aquilo estava se tornando frequente. Então percebi que ela era uma tentativa frustrada de me reproduzir. Você a conheceu de um jeito semelhante ao que me conheceu. Vai aos mesmos lugares que íamos. E teve a audácia de fotografá-la na mesma pose que eu fiz. No mesmo lugar.
Não, eu não acho que você goste dela. Acho que ela é uma tentativa frustrada de me substituir. Talvez seja pretensão minha. Talvez seja vontade de acreditar nisso para não crer que o esquecimento foi tão veloz. Mas talvez eu te conheça o necessário para estar afirmando isso.
Foi tanta mágoa entre nós, "falamos o que não devia, nunca ser dito por ninguém". Juro que eu quis acreditar que você não sentia absolutamente mais nada por mim. Seria mais fácil, porém seu olhar dizia outra coisa ali naquele café. No café que eu deixei todas as minhas mágoas e te perdoei por sei lá o que.
Esta é uma carta que eu nunca vou te mandar. Que provavelmente você nunca lerá. Mas é um enorme alívio falar tudo isso, mesmo que seja apenas para mim mesma.
O que restou é lembrança, sentimento que não volta mais. Como você mesmo me disse na semana passada "ficou um buraco que talvez jamais se feche. E a tristeza de querer compartilhar algo contigo e não poder".
Se você lesse isso, eu acho que a parte mais importante seria que você soubesse que eu realmente queria ter forças para ser sua amiga. Mas isso me partiria mais e mais em milhões de pedacinhos. Pois eu lembro de tudo. Desde o primeiro oi, desde o primeiro olhar, desde o primeiro beijo até o últimos adeus. E é muito triste saber que isso não volta nunca mais. Espero que você ache sua felicidade em algum lugar bonito. E que eu saiba viver sem você.

P.s: ela nunca vai passar de um fantasma meu.
P.s²: principalmente se você continuar fazendo meus roteiros com ela.
Com amor,

de sua eterna menina de sardas.

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